quarta-feira, junho 14, 2017

Letra: Rhéu - O Tombo

Rhéu

Rhéu - O Tombo

Participação Especial: Marcos (Vate Cabal)

Aqui tombou um homem que lutou pelos seus sonhos (2x) 

Seu João nordestino lutador desde menino
Conviveu com a seca viu em São Paulo o seu destino
Nas dificuldades rindo, no trabalho constantemente
Não queria no futuro a vida de antigamente
Longe dos parentes,construiu uma família
Ele a mulher três filhos e uma filha
Cortava cana todo dia, no interior
Mais queria vê seus filhos com ensino superior
Advogado doutor, longe do canavial
Ajuntou dinheiro e mudou se pra capital
Um sonho real, grandes edifícios
Lugar movimentado um quarto no cortiço
Cotidiano difícil, servente de pedreiro
Sua mulher lavava roupa pra ajudar no orçamento
Seus filhos crescendo, nem ai pra escola
Boteco, balada, tretas e drogas

Aqui tombou um homem que lutou pelos seus sonhos
E o vento soprou em outra direção
E o vento soprou, soprou em outra direção.

Seu João ainda firme insistia em vencer
Com tanta gente feliz também queria ser
Viu dois filhos morrer, sem nenhuma explicação
Disse que naquele dia se sentiu sem coração
Pra Deus pediu perdão, por ele e por seus filhos
Lágrimas caiu dos olhos de quem vivia sorrindo
Lembrou de quando era menino, tudo que fez de errado            
Diz que agora em São Paulo paga por seus pecados
Ouviu que aqui em baixo, era tudo diferente
Praia sol porto e mar menos corrido menas gente
Trampo de servente, um quarto num cortiço
Viu a mesma cena tudo se repetindo
Queria vê seu filho um homem trabalhador
Que fosse honesto, mas o crack não deixou
Novamente ele chorou, e perguntou pra Deus
Com tanta gente ruim no mundo porque um dos seus

Aqui tombou um homem que lutou pelos seus sonhos
E o vento soprou em outra direção
E o vento soprou, soprou em outra direção.

Seu João filho de Deus escondeu o seu sorriso
Anda meio cabisbaixo triste e abatido
Coração ferido, com a fé a prova
Segui ele a mulher e a filha mais nova
Nada de escola louca baladeira
Vários amores agora mãe solteira
Seu João com quais sessenta, já não sabia o que fazer
Saiu de repente sem ninguém perceber
Talvez pra espairecer, por a mente no lugar
Mais um ataque cardíaco não lhe deixou voltar
Morreu em frente ao mar vendo sua vida passar
Sonhou com tanta coisa e nada viu realizar
Pensou em regressar e tentar tudo de novo
Antes a seca do nordeste do que seus filhos morto
A vida se vai como um sopro sei lá vai entender
A gente nasce cresce e morre quem vai explicar o quê.

Aqui tombou um homem que lutou pelos seus sonhos
E o vento soprou em outra direção
E o vento soprou, soprou em outra direção.
 

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